Foto: Instituto Argonauta

Baleia-jubarte presa em rede de pesca é parcialmente resgatada em Ilhabela com apoio do Instituto Argonauta

Operação delicada em Ilhabela tenta salvar baleia-jubarte presa em petrechos de pesca. Ação foi liderada pelo Instituto Argonauta e seguiu protocolos internacionais. Animal segue sendo monitorado

Uma operação de resgate emocionou e mobilizou profissionais do litoral norte paulista nesta segunda-feira (17). Uma baleia-jubarte foi encontrada presa em petrechos de pesca nas águas próximas a Ilhabela, e rapidamente recebeu atendimento da equipe técnica do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha.

O alerta partiu de Éverton, da Abordo Turismo, que acionou Júlio Cardoso, do Instituto Baleia à Vista. Com a ajuda do pesquisador Rafael Mesquita, os dois localizaram a baleia ainda em alto-mar e agiram com rapidez para afastar embarcações de curiosos — garantindo mais segurança para o animal e para a equipe de resgate.

A equipe do Instituto Argonauta chegou logo depois e iniciou o desemalhe, um processo técnico e delicado para retirar as redes enroladas no corpo do animal. Toda a ação seguiu protocolos internacionais rigorosos para proteger a integridade da baleia e da equipe envolvida.

Apesar da perícia e experiência dos profissionais, a operação foi interrompida após a retirada parcial dos petrechos. Isso ocorreu devido ao comportamento reativo da baleia e à avaliação de risco no avanço da operação. O Instituto informou que continuará monitorando a região, pronto para retomar os procedimentos caso a baleia seja localizada novamente em condições mais favoráveis.

Risco e responsabilidade

De acordo com Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta e diretor do Aquário de Ubatuba, o trabalho reflete o compromisso contínuo da entidade com a conservação marinha:

“Estamos sempre preparados para atuar em situações como essa, e reforçamos que somente equipes autorizadas e treinadas devem realizar essas intervenções.”

No Brasil, operações de desemalhe de grandes cetáceos são reguladas por normas do MMA, IBAMA e ICMBio — e qualquer tentativa não autorizada pode colocar vidas em risco, inclusive a humana.

Como ajudar?

O emalhe de baleias é, infelizmente, um risco recorrente causado pela sobreposição das rotas migratórias com áreas de pesca. Para mitigar esse impacto, o Instituto Argonauta investe em ações integradas de monitoramento, resposta emergencial e educação ambiental.

Se você avistar uma baleia em perigo ou qualquer outro animal marinho debilitado, morto ou encalhado, não tente intervir. Acione imediatamente:

Fonte: Instituto Argonauta / Aquário de Ubatuba
0800-642-3341
WhatsApp: (12) 99785-3615