Dados da SSP indicam que Ubatuba lidera os homicĂdios no Litoral Norte em 2025. Entenda o quadro, a evolução recente e os fatores que pressionam a segurança pĂşblica.
Ubatuba terminou o perĂodo entre janeiro e agosto de 2025 como a cidade com maior nĂşmero de homicĂdios dolosos do Litoral Norte paulista, segundo consolidações de veĂculos regionais a partir das planilhas mensais da Secretaria de Segurança PĂşblica de SĂŁo Paulo (SSP-SP). Em alguns recortes, a cidade soma 14 a 16 homicĂdios dolosos, alĂ©m de um latrocĂnio, liderando a regiĂŁo no acumulado do ano atĂ© entĂŁo.
AlĂ©m do volume absoluto, reportagens recentes mostram que fevereiro foi o mĂŞs mais crĂtico em Ubatuba, com quatro mortes, reforçando um pico de violĂŞncia no primeiro bimestre.

Como Ubatuba se compara com as vizinhas
Levantamentos regionais que cruzam os números da SSP apontam o seguinte quadro (1º semestre e/ou até agosto de 2025):
- Ubatuba: de 14 a 16 homicĂdios dolosos (+ 1 latrocĂnio em alguns recortes).
- Caraguatatuba: 12 a 13 homicĂdios no mesmo intervalo.
- SĂŁo SebastiĂŁo: patamar menor de homicĂdios no ano, mas com mais tentativas registradas que Ubatuba em certos meses.
- Ilhabela: sem mortes em parte do perĂodo, porĂ©m com tentativas de homicĂdio.
Nos recortes estaduais recentes (últimos 12 meses), Ubatuba também aparece entre as maiores taxas por 100 mil habitantes no Estado, reforçando a gravidade do cenário local.
O que está puxando o indicador
Embora cada ocorrĂŞncia tenha contexto prĂłprio, especialistas costumam relacionar o aumento da violĂŞncia letal a um conjunto de fatores:
- Disputas criminais e circulação de armas;
- Vulnerabilidades sociais agravadas em áreas perifĂ©ricas e de fronteira turĂstica;
- Baixa resolução de conflitos e subnotificação de ameaças e agressões;
- Sazonalidade do fluxo de pessoas (alta temporada), que pressiona policiamento e serviços.
No Vale do ParaĂba e Litoral Norte, sĂ©ries recentes mostram oscilação mensal de mortes violentas em 2025, inclusive com alta em setembro para a regiĂŁo como um todo, apesar de tendĂŞncia anual de queda em áreas especĂficas.
O que dizem as estatĂsticas e por que olhar para a “taxa”
- O nĂşmero absoluto de homicĂdios ajuda a dimensionar a pressĂŁo imediata sobre a cidade.
- Já a taxa por 100 mil habitantes permite comparar municĂpios de tamanhos diferentes — e Ubatuba figura entre as piores taxas do Estado em alguns recortes de 2025.
- SĂ©ries histĂłricas do FĂłrum Brasileiro de Segurança PĂşblica apontam que picos localizados pedem respostas integradas (policiamento, investigação, prevenção, polĂtica social) e monitoramento contĂnuo.



