Em Ubatuba, equipe resgata tubarão-mangona debilitado e leva ao Aquário local, reforçando urgência no combate à pesca predatória.
Na manhã de 9 de outubro de 2025, equipes do Instituto Argonauta e do Aquário de Ubatuba conseguiram resgatar um tubarão-mangona (Carcharias taurus), também chamado de tubarão-touro, nas águas próximas ao Cais do Porto, no Itaguá.
O animal, um macho jovem, encontrava-se em estado debilitado — flutuando e sem conseguir nadar adequadamente. Foi imediatamente levado ao Aquário de Ubatuba, que conta com estrutura especializada para reabilitação marinha.

Estado clínico e primeiros cuidados
Após o resgate, o tubarão foi conduzido ao setor de quarentena, onde veterinários e biólogos iniciaram os protocolos de estabilização e monitoramento.
Os especialistas atribuem a debilitação ao comprometimento de oxigenação, possivelmente decorrente de interação com redes de pesca — uma hipótese compatível com casos semelhantes de fauna marinha.
Hugo Gallo Neto, oceanógrafo, diretor do Aquário e presidente do Instituto Argonauta, afirma:
“Estamos fazendo tudo o que é possível para estabilizar o quadro e oferecer as melhores condições de recuperação ao animal.”
Importância da espécie e riscos enfrentados
O tubarão-mangona figura nas listas internacionais de espécies ameaçadas, especialmente devido à pesca excessiva e práticas predatórias que reduzem suas populações costeiras.
O episódio reforça que, além de resgatar animais em sofrimento, é crucial fortalecer políticas de conservação marinha, vigilância de pesca e educação ambiental nas comunidades litorâneas.
Por que esse resgate tem relevância
- Sensibiliza a população sobre as ameaças a espécies marinhas
- Exige coordenação técnica em resgate, transporte e reabilitação
- Aponta para lacunas no controle de pesca predatória
- Promove o papel de instituições como Argonauta e o Aquário
Fonte: Instituto Argonauta

