Justiça é feita: trio que matou barman em Ilhabela é condenado a mais de 52 anos de prisão

Três homens foram condenados por espancar e matar um barman em Ilhabela em 2018. Penas ultrapassam 52 anos. Relembre o caso e entenda o julgamento

O caso que chocou Ilhabela: três condenados por morte brutal de barman

Mais de cinco anos após um crime que deixou Ilhabela perplexa, a Justiça finalmente bateu o martelo. Os três homens que espancaram e mataram um barman em dezembro de 2018, no centro histórico da cidade, foram condenados a mais de 52 anos de prisão, somando as penas individuais.

Dois dos acusados receberam 18 anos e 8 meses de reclusão, enquanto o terceiro foi condenado a 16 anos e 4 meses. Todos deverão cumprir a pena em regime fechado, e os mandados de prisão já foram expedidos.

O que aconteceu naquela noite?

Era 16 de dezembro de 2018, um domingo comum de verão em Ilhabela, até que tudo mudou dentro de um bar bastante frequentado no centro histórico. A vítima, um barman querido por moradores e turistas, teria flertado com a namorada de um dos agressores. A reação foi imediata e violenta.

Segundo a denúncia do Ministério Público, os três homens partiram pra cima do barman com socos, chutes e até garrafadas. Os seguranças do local até tentaram intervir, mas não conseguiram conter a fúria do grupo. Em meio ao caos, o barman acabou caindo de uma escada.

Mesmo já caído e ferido, o ataque continuou: ele foi brutalmente atingido com chutes na cabeça e na região íntima. A cena foi descrita como covarde e desumana.

Justiça reconhece a gravidade

No julgamento, que aconteceu entre os dias 22 e 24 de maio de 2025, o Ministério Público — agora representado pelo promotor Raul Agripino dos Santos Pinto — sustentou as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O júri acatou a tese do MP.

Além disso, o juiz também aceitou o pedido de agravamento da pena, já que o crime teve consequências devastadoras: o barman deixou dois filhos pequenos, com apenas 4 e 5 anos na época, que cresceram sem o pai por causa de uma violência gratuita.

Um caso que não pode ser esquecido

Mais do que uma resposta à família da vítima, a decisão do júri é um alerta: a violência não pode ter espaço, e a Justiça, mesmo que demore, precisa ser firme.

A promotora que originalmente denunciou o caso, Paula Deorsola Nogueira Pinto, destacou à época que as agressões ultrapassaram qualquer limite da razão. Agora, com a condenação confirmada, o sentimento entre amigos, familiares e moradores é de alívio — e de que, finalmente, o ciclo da impunidade foi rompido.

Fonte: Ministério Público do Estado de São Paulo