Duas aves marinhas foram soltas de volta ao oceano apĂłs concluĂrem o programa de reabilitação do Instituto Argonauta, em Ubatuba, na Ăşltima semana. O atobá-marrom macho, resgatado pela equipe de monitoramento embarcado nas proximidades da Praia do PacuĂba, em Ilhabela, apresentava penas com impermeabilidade comprometida, o que limitava sua capacidade de flutuar.
A gaivota, conhecida localmente como gaivotão, foi encontrada perto da Praia do Cedro, em Ubatuba, com baixo peso, desidratação e parasitas estomacais.
No centro de reabilitação, ambas as aves receberam acompanhamento diário, alimentação balanceada e avaliação veterinária. O atobá passou por procedimentos para restaurar a impermeabilidade das penas, enquanto a gaivota recebeu tratamento contra parasitas e suporte nutricional para recuperar o peso. Após semanas de cuidados, os técnicos consideraram os animais aptos para o retorno ao habitat natural.
O lançamento das aves ocorreu nas áreas costeiras onde foram inicialmente encontradas, sob supervisĂŁo da equipe do Instituto. O sucesso do processo destaca a importância de intervenções especializadas para a conservação da fauna marinha, que muitas vezes ocorre longe do olhar do pĂşblico. Cada resgate envolve protocolos rigorosos para garantir que os animais recuperem suas condições fĂsicas e comportamentais antes de serem liberados.
A liberação das duas aves demonstra a eficácia do trabalho do Instituto Argonauta, reforçando a necessidade de apoio contĂnuo a projetos de reabilitação e monitoramento de vida marinha na regiĂŁo do Litoral Norte de SĂŁo Paulo.
Redação JORNAL AGORA
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