Ubatuba confirma o primeiro caso de febre do Oropouche e reforça medidas de prevenção. Saiba quais são os sintomas, como se proteger e o que fazer em caso de suspeita
A Secretaria Municipal de Saúde de Ubatuba confirmou o primeiro caso autóctone de febre do Oropouche no município. A doença, antes restrita à região Norte do país, tem se expandido para outras áreas, incluindo o estado de São Paulo. Em 2025, a região já contabiliza casos em Bananal, Caraguatatuba, Cruzeiro, Jacareí, São Sebastião e, agora, Ubatuba.

O paciente infectado reside na zona norte da cidade, região próxima a áreas de mata e com alta incidência do Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim, pólvora ou mosquito-pólvora, principal vetor da doença.
A febre do Oropouche é causada por um vírus e apresenta sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, como dengue e chikungunya: febre, dor de cabeça, tontura, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia e sensibilidade à luz. Os sintomas geralmente são leves, mas podem retornar após um breve período de melhora, entre 7 a 14 dias.

Segundo a enfermeira e coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Ubatuba, Alyne Ambrogi, o diagnóstico correto depende da realização de exames laboratoriais, preferencialmente até o quinto dia após o início dos sintomas. “Como os sintomas se confundem com outras doenças transmitidas por mosquitos, é essencial que qualquer pessoa com suspeita procure imediatamente a Unidade de Saúde mais próxima”, alertou.
Gestantes com sintomas compatíveis devem receber atenção redobrada. A recomendação é que, além de testes para dengue, chikungunya e Zika, também sejam incluídos exames para o vírus do Oropouche.
Com a confirmação do caso, a Secretaria de Saúde ampliou a vigilância ativa, especialmente nas regiões próximas a matas e em pessoas que circularam por áreas rurais ou municípios vizinhos, como Paraty. As equipes intensificaram a busca ativa de casos suspeitos e reforçam a importância da notificação imediata e da coleta de amostras no tempo adequado.
Medidas de prevenção
Ainda não há ações específicas de nebulização contra o maruim, por se tratar de um vetor silvestre. Por isso, a prevenção individual é essencial:
- Usar roupas longas e claras, preferencialmente de algodão;
- Aplicar óleo mineral sobre a pele, conforme orientação médica;
- Utilizar mosquiteiros de malha fina, especialmente em residências próximas à mata;
- Evitar exposição ao ar livre nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde;
- Manter quintais limpos, sem folhas, frutas e matéria orgânica acumulada, reduzindo os locais de abrigo do inseto.
O uso de repelentes está sendo avaliado quanto à sua eficácia contra o Culicoides paraensis e pode ser adotado como medida complementar.
A Secretaria de Saúde de Ubatuba reforça que qualquer pessoa com sintomas compatíveis deve procurar atendimento médico imediato para avaliação e realização de exames, se possível, até o quinto dia dos sintomas. O município segue em alerta e atuando para conter a disseminação da doença.
Fonte: Prefeitura de Ubatuba/SP
