O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou, nesta quarta-feira (21), dois novos pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra , presa há cinco meses por suspeita de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo a defesa, o tribunal não conheceu dos pedidos por considerar que o habeas corpus foi utilizado no lugar do recurso cabível, embora o relator tenha analisado o mérito para verificar eventual ilegalidade flagrante.
Os advogados, no entanto, contestam a decisão e classificam a prisão preventiva como “desnecessária, desproporcional e ilegal” . Em nota divulgada, eles informaram que recorrerão da decisão.
Deolane foi presa em maio deste ano, no âmbito da Operação Vérnix , que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A influenciadora é suspeita de possuir envolvimento direto com a facção e ocupar uma posição de destaque na estrutura criminosa , com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras.
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) marcou para a próxima terça-feira (27), às 13h30, um novo julgamento do pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora Deolane Bezerra. A sessão vai acontecer de forma presencial no Palácio da Justiça.
Em agosto, a justiça manteve a prisão preventiva da advogada , e de outros cinco réus da investigação. Na ocasião, o juiz do caso reavaliou a necessidade de preventiva após 90 dias de detenção da influenciadora.
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Possível participação da influenciadora
Apurações apontaram que Deolane tinha vínculos estreitos – pessoais e negociais – com um dos gestores fantasmas da transportadora investigada pelas autoridades.
O objetivo da Operação Vérnix , terceira fase da investigação, era expor ainda mais o esquema mais amplo de lavagem de capitais.
A influenciadora, de acordo com a polícia, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando do PCC.
Os levantamentos mostraram ainda o uso de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão.
Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificult
Redação JORNAL AGORA
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