O Sistema Cantareira encerrou o mês de outubro com 51,2% de seu volume útil armazenado, registrando o segundo melhor índice para o período nos últimos dez anos. Os dados, divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), apontam uma recuperação significativa em relação ao mesmo período do ano passado, quando os reservatórios operavam com 23,4% da capacidade.
Apesar do avanço no volume acumulado, o manancial permanecerá classificado na Faixa 2 – Atenção durante o mês de novembro, o que impõe limites operacionais para a captação de água.
Composto pelas represas Jaguari, Jacareí, Atibainha, Cachoeira, Paiva Castro e Águas Claras, o sistema possui reservatórios localizados no Vale do Paraíba e na região bragantina. O patamar de 51,2% alcançado em outubro fica atrás apenas do nível registrado em 2023, quando o volume chegou a 72,9%.
O histórico recente divulgado pela empresa de saneamento mostra variações expressivas ao longo da última década, com episódios críticos em 2014 (-16,9%) e 2015 (-13,2%), período em que a captação dependeu do volume morto.
A permanência na Faixa de Atenção é estabelecida quando o volume útil no último dia útil do mês se mantém entre 40% e menos de 60%. Sob essa condição, a Sabesp está autorizada a retirar no máximo 31 metros cúbicos de água por segundo (m³/s) para o abastecimento. A liberação do limite operacional máximo, fixado em 33 m³/s, ocorre apenas quando o sistema atinge a faixa normal, marcada a partir dos 60% da capacidade total.
A recuperação do Cantareira foi impulsionada pelas chuvas recentes acumuladas na região. Em outubro, o volume de precipitação atingiu 210,8 milímetros, marca cerca de 62% superior à média histórica para o mês, que é de 130,1 milímetros. O salto no nível dos reservatórios vem se consolidando desde setembro, quando o manancial ainda operava na faixa de alerta, com 32,99% registrado ao fim de agosto.
Redação JORNAL AGORA
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