Um grupo de pais de alunos do Colégio Gemini, localizado no bairro Martim de Sá, em Caraguatatuba, registrou um boletim de ocorrência contra a responsável pela instituição, Fernanda Mioni, sob a acusação de estelionato. De acordo com relatos, ela teria recebido pagamentos antecipados referentes à rematrícula e ao material escolar para o ano letivo de 2025 e, posteriormente, fechado a escola.



Alguns pais também afirmam ter pago as mensalidades de todo o ano antecipadamente, visando obter descontos que variavam entre R$ 10 mil e R$ 12 mil. No entanto, em 9 de janeiro de 2025, por meio de uma mensagem no grupo de WhatsApp da escola, Fernanda informou que precisaria encerrar as atividades da instituição devido a um pedido de desocupação por parte do proprietário do imóvel, decorrente de uma ordem de despejo enfrentada desde o início de 2024.
Um dos pais, que preferiu não se identificar, expressou sua indignação: “Eu e outros pais pagamos rematrícula e material, e no começo do ano a dona do colégio mandou mensagem no grupo dos pais falando que teria que fechar a escola, porque o dono do ponto estava com outros planos e não ia renovar o contrato. Teve quem pagou o ano todo para ganhar desconto, em torno de R$ 10 a 12 mil”.
Fernanda havia proposto um prazo de uma semana para realizar o reembolso aos pais. No entanto, já se passaram dois meses desde o fim desse prazo, e as famílias relatam dificuldades em entrar em contato com a responsável.
A empresa que administra o colégio enfrenta um processo de despejo devido a uma dívida acumulada de mais de R$ 240 mil em aluguéis do prédio da escola. Além disso, o CNPJ da unidade escolar também está associado a uma autoescola.
Funcionários da instituição ainda relataram problemas relacionados à falta de registro e à não concessão de direitos trabalhistas. As autoridades locais e o Ministério Público estão avaliando as denúncias para tomar as medidas cabíveis.



