Na manhã de sexta‑feira, 23, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) iniciou a terceira fase da Operação Cavalo de Troia, voltada à investigação de fraudes na gestão de resíduos sólidos urbanos em Bauru. Na ação, um dos investigados, suspeito de intermediar o pagamento de propinas na concessão dos serviços públicos, foi preso preventivamente.
A fase avançou focando no braço financeiro do esquema, onde empresas e contratos aparentemente sem causa econômica foram usados para dar aparência de regularidade às transferências de recursos. Segundo o Ministério Público, os pagamentos identificados até o momento ultrapassam R$ 4 milhões, formalizados por meio de notas fiscais e descrições de serviços ainda sob apuração.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a pessoas jurídicas suspeitas de intermediar os repasses, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar de São Paulo. A Justiça determinou medidas assecuratórias para preservar bens e ativos dos investigados, limitadas a R$ 20 milhões. Na fase anterior, a operação já havia apreendido nota fiscal de empresa supostamente intermediadora de propinas, o que ampliou o escopo da investigação.
Além do suspeito preso nesta fase, o secretário municipal de Governo de Bauru, Renato Purini, marido da prefeita Suéllen Rosim, foi detido em outubro por supostas irregularidades na licitação de um contrato de 30 anos, estimado em R$ 5,2 bilhões. As investigações continuam, e novos desdobramentos podem afetar contratos futuros de gestão de resíduos no município.
Redação JORNAL AGORA
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