A Justiça de São Paulo negou liminarmente o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Renato Purini, secretário municipal de Governo de Bauru , no interior paulista, e marido da prefeita da cidade, Suéllen Rosim (PSD). Ele foi preso preventivamente na sexta-feira (16).
Na decisão, assinada no sábado (17), o desembargador Luiz Fernando Vaggione entendeu que, nesta análise inicial, não ficou demonstrada uma ilegalidade evidente que justificasse a soltura imediata do investigado.
A defesa alegou que a decisão que decretou a prisão preventiva não foi devidamente fundamentada , que não havia demonstração do risco decorrente da liberdade de Purini e que a aplicação de medidas cautelares alternativas seria suficiente.
Ao analisar o pedido, o desembargador afirmou que os elementos apresentados não justificavam a concessão da liminar. A decisão ainda deverá seguir para análise do relator sorteado.
A investigação apura suspeitas de fraude em uma licitação para a concessão do sistema de gestão integrada de resíduos sólidos do município. O projeto previa um contrato de 30 anos, estimado em R$ 5,2 bilhões.
Segundo a decisão judicial , o decreto de prisão preventiva considerou mensagens de texto, registros de chamadas e áudios extraídos de aparelhos apreendidos na primeira fase da Operação Cavalo de Troia. Esses elementos, conforme o documento, indicariam que Purini teria interferido no procedimento licitatório e na tramitação de um projeto de lei relacionado à concessão, além de coagido e monitorado vereadores para obter quórum favorável.
O documento também menciona indícios de solicitação e recebimento de vantagens financeiras indevidas . As suspeitas ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, uma condenação.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto.
A Operação Cavalo de Troia foi deflagrada em 9 de setembro e apura suspeitas de direcionamento da licitação desde a elaboração dos estudos técnicos , além de possíveis pagamentos de vantagens indevidas, compartilhamento reservado de documentos e tentativas de interferência na atuação de órgãos de controle.
Na primeira fase da operação, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão , prisões e bloqueios de bens e valores dos investigados.
Posteriormente, seis investigados passaram à condição de réus por suspeita de envolvimento em fraudes relacionadas à concessão , conforme informações divulgadas pelo Ministério Público.
O projeto de concessão, que
Redação JORNAL AGORA
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