O presidente Lula (PT) acusou prefeitos e empresários de tentar dificultar o acesso dos eleitores às urnas neste domingo 25, dia do segundo turno da eleição presidencial, e classificou a redução da frota de ônibus como “sacanagem”, “banditismo” e “mau-caratismo”. Em conversa com jornalistas, o petista afirmou que sua campanha acionou o Tribunal Superior Eleitoral para estender a votação até as 19h nas cidades afetadas.
“Não vamos permitir que haja roubalheira, banditismo e prefeito bandido. Não vamos aceitar banditismo, mau-caratismo de prefeito, de governador e de empresário” , afirmou o petista. “Quero fazer um pedido aos eleitores: não desistam de votar. Esperem e votem, porque a democracia tem que sair vencedora deste processo eleitoral.”
Ele também cobrou providências das autoridades eleitorais para assegurar o direito ao voto, defendeu a responsabilização de gestores que tenham descumprido determinações judiciais para garantir a circulação dos coletivos. “Não é possível que, em pleno século 21, a gente tenha uma coisa dessas acontecendo”.
Na capital paulista, a campanha de Lula acionou a Justiça Eleitoral porque apenas 60% da frota está em circulação neste domingo , apesar de uma decisão judicial que determinou a operação integral dos ônibus municipais durante a votação. A federação Brasil da Esperança, a reunir PT, PCdoB e PV, pediu a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade e a extensão da votação por duas horas.
Em Salvador, uma liminar assinada pelo presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, mandou prender Pablo Souza , chefe da pasta de mobilidade urbana , pela retenção de centenas de veículos. Souza está em Paris, na França, em uma missão oficial a convite do governo francês. Ele retorna nesta segunda-feira 26 e vai se apresentar às autoridades para prestar esclarecimentos, informou a prefeitura.
O diretório do PT local também pediu a prisão em flagrante do prefeito Bruno Reis (União), aliado de Flávio Bolsonaro (PL). O pedido, contudo, ainda não foi avaliado pela Justiça.
Na conversa com a imprensa, Lula também ironizou a ausência do secretário soteropolitano e criticou o que classificou como uma tentativa de dificultar o acesso dos eleitores às urnas.
Redação JORNAL AGORA
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