Segundo o petista, medidas como o aumento do Bolsa Família não deve ser condicionada ao calendário eleitoral
Segundo o petista, medidas como o aumento do Bolsa Família não deve ser condicionada ao calendário eleitoral
O presidente Lula (PT) voltou a negar, nesta segunda-feira 19, que o reajuste no valor do Bolsa Família e outras medidas anunciadas pelo seu governo nas últimas semanas tenham caráter eleitoral. Segundo o petista, “independentemente do resultado” do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), o “benefício vai continuar para o povo brasileiro”.
O reajuste no programa, que passou a 691 reais mensais, foi anunciado pelo petista no último dia 17 e começou a ser pago nesta segunda-feira. “Não vou deixar de dar um benefício que eu posso dar por causa da eleição. Eu queria que colocasse antes do primeiro turno, não foi possível e colocou agora” , declarou Lula em entrevista ao SBT News .
Segundo o petista, esse tipo de medida não deve ser condicionada ao calendário eleitoral. “Reposição de inflação é obrigação em qualquer lugar do mundo, a gente não pode deixar de ter”, afirmou o presidente, relembrando que, à época, integrantes do PT manifestaram preocupação com a iniciativa pela possibilidade de ser interpretada como eleitoreira.
Lula ainda criticou as cobranças do mercado financeiro sobre a política fiscal do governo. Ele afirmou que o Executivo tem atuado com responsabilidade nos gastos e reclamou da pressão recorrente por medidas de controle do déficit público.
“Todo começo de ano o sistema financeiro levanta que vai ter um problema. Você não pode ser presidente da República e não discutir a política monetária porque o Banco Central é independente. Então quem discute? O sistema financeiro, é isso que faz pressão todo santo dia”, disse. “Começam janeiro falando em déficit fiscal e terminam o ano falando em déficit fiscal. Só não fala do que o governo paga para eles todo ano”.
Além disso, ressaltou que sua estratégia para o segundo turno inclui recuperar votos em estados do Sul do País, onde Flávio recebeu, ao todo, cerca de dez milhões de votos. Avançar em Minas Gerais e reduzir a diferença em São Paulo também faz parte da meta, disse o petista.
O candidato à reeleição reconheceu que o cenário eleitoral mudou em relação a disputas anteriores e negou ter menosprezado a força da direita ou do bolsonarismo. Na avaliação de Lula, o erro da campanha teria sido acreditar que havia condições de conquistar a vitória ainda no primeiro turno.
Ele
Redação JORNAL AGORA
Imagens: Divulgação



