Adolescentes são internados por suspeita de estupro de vulnerável durante festa em Caraguatatuba

Dois adolescentes foram internados por decisão judicial em Caraguatatuba após suspeita de estupro de vulnerável durante festa no bairro Sumaré. Caso segue em apuração.

Com base em decisão da Justiça da Infância e Juventude de Caraguatatuba, dois adolescentes — de 15 e 17 anos — foram internados provisoriamente na Fundação CASA de São José dos Campos, por até 45 dias, enquanto tramitam as investigações sobre um caso de suspeita de estupro de vulnerável.

A medida foi tomada após representação do Ministério Público de São Paulo, que apura possível envolvimento dos adolescentes em um ato infracional análogo ao estupro de uma jovem de 16 anos, durante uma festa realizada no bairro Sumaré, em Caraguatatuba, no último dia 10 de julho.

Segundo a apuração preliminar, a vítima relatou ter recebido bebidas e substâncias supostamente fornecidas pelos adolescentes, vindo a passar mal. Ainda conforme o Ministério Público, a jovem teria sido abusada em dois momentos distintos durante o evento, circunstâncias que caracterizariam sua incapacidade temporária de resistência, o que juridicamente configura estupro de vulnerável.

Após os fatos, a vítima conseguiu deixar o local e buscou socorro com um morador da região, sendo encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento da cidade, onde recebeu os primeiros atendimentos. Suas roupas foram apreendidas para perícia técnica.

A Polícia Civil iniciou as investigações no mesmo dia, realizando diligências em viatura descaracterizada. Um dos adolescentes foi apreendido no local do evento e reconhecido pela vítima por meio de fotografia. Durante a vistoria, foram encontrados vestígios materiais compatíveis com o relato da jovem, que agora passam por análise pericial. O segundo suspeito foi localizado horas depois, com base nos depoimentos colhidos.

Ambos foram submetidos a exames para coleta de material genético, e seus celulares foram apreendidos para investigação. Exames toxicológicos e sexológicos da vítima também estão em andamento para fortalecer o inquérito policial.

A decisão judicial que autorizou a internação ressalta a gravidade do ato infracional, considerado hediondo, e a presença de indícios suficientes para justificar a medida cautelar.

Uma audiência de instrução está prevista para agosto. Nela, o juiz poderá decidir pela aplicação de medidas socioeducativas, que vão desde advertência até internação, passando por prestação de serviços à comunidade ou liberdade assistida.

O caso segue em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para preservar a identidade dos envolvidos.

Se você ou alguém que conhece for vítima de violência sexual, procure ajuda. Ligue 180 ou acione a Polícia Civil no 181. Denuncie.