A Arábia Saudita avaliou sua resposta após os houthis lançarem mísseis contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, no fim de semana, matando ao menos 13 pessoas.
Na semana passada, o reino iniciou uma grande ofensiva para apoiar as forças do governo iemenita contra os houthis. Os rebeldes, apoiados pelo Irã, mantiveram suas posições e intensificaram os ataques, incluindo o lançamento de mísseis contra o aeroporto de Riad. O grupo rebelde prometeu ampliar as ofensivas, mirando infraestruturas críticas sauditas e gerando impactos na economia global.
Até o momento, a participação saudita tem se limitado ao apoio aéreo à coalizão iemenita, sem o envio de contingentes terrestres significativos. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman e o ministro da Defesa Khaled bin Salman enfrentam poucas alternativas; um eventual envio de tropas poderia arrastar o reino para uma guerra terrestre prolongada e custosa, além de prejudicar a imagem de estabilidade que o governo busca para atrair investimentos e desenvolver o turismo internacional. Ali Shihabi, comentarista saudita, destacou que o desempenho das forças iemenitas, que recebem amplo apoio aéreo saudita, será decisivo.
Com a estratégia ainda indefinida, a liderança saudita pondera entre manter o apoio aéreo ou ampliar a presença militar. A decisão influenciará tanto a dinâmica do conflito no Iêmen quanto a percepção internacional da capacidade de resposta da Arábia Saudita.
Redação JORNAL AGORA
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