O Ministério Público do Paraná deflagrou, nesta quarta-feira (28), a segunda fase da Operação Umbra, que mira um esquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) investigado por distribuir drogas em troca de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas em presídios.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão em Londrina, Cambé, Cascavel e Piraquara, no Paraná, além de Avaré e Marília, no estado de São Paulo.
A Justiça também autorizou buscas pessoais e domiciliares, inclusive nas unidades prisionais onde estão detidos alguns dos investigados . Segundo o órgão, as buscas visam apreender aparelhos celulares, drogas, armas, dinheiro em espécie e documentos relacionados às atividades ilícitas.
A ação desta manhã é coordenada pelo Núcleo Regional de Londrina do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Tráfico de drogas e controle regional
Segundo as investigações, o grupo atuava nos municípios abrangidos pelo código de área telefônico DDD 43, no Norte do Paraná, sobretudo em atividades ligadas ao tráfico de drogas , comércio de armas de fogo e ao controle disciplinar dos membros da organização .
Os investigadores apontaram que a estrutura do PCC regional era comandada por dois irmãos , que ocupavam posições de liderança mas com funções distintas.
Um deles é indicado por exercer a função denominada de “Geral da Região 43” , responsável pela disciplina dos integrantes, pela intermediação de ordens da cúpula da facção, pela autorização ou pelo veto de punições e transferências internas e pela gestão da estrutura regional.
Já o outro irmão ocupava o cargo de “Final 100% do Estado do Paraná” , responsável pela supervisão financeira e operacional das atividades ilícitas no estado. Segundo o MP, ele também atuaria na coordenação do comércio de drogas a partir da zona Sul de Londrina.
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Os demais investigados exerceriam funções específicas na estrutura criminosa, incluindo a contabilidade da organização , a coordenação de pontos de venda de drogas, a gestão do chamado “tribunal do crime” e a negociação de armas de fogo de grosso calibre, inclusive fuzis.
Redação JORNAL AGORA
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