Casos de esporotricose no Perequê-Açu reacendem alerta em Ubatuba. Saiba sintomas, prevenção e medidas da Vigilância em Saúde.
Esporotricose preocupa moradores do Perequê-Açu
A preocupação com a esporotricose voltou a circular nas redes sociais após uma publicação no perfil @costaazulfm, no Instagram, informar que 20 gatos do bairro Perequê-Açu estão sob acompanhamento da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) de Ubatuba.
A Prefeitura de Ubatuba confirmou que a UVZ atende os animais mediante denúncia ou agendamento. O processo inclui coleta de material para diagnóstico, acompanhamento mensal até a alta e fornecimento gratuito da medicação. Segundo o município, ações semelhantes são realizadas em diversos bairros.

Doença silenciosa e perigosa
A esporotricose é causada pelo fungo Sporothrix spp., presente na natureza, especialmente em ambientes úmidos, mas resistente também a temperaturas mais altas.
O contágio em gatos ocorre com mais frequência quando eles circulam livremente entre ambientes internos e externos. A transmissão para humanos acontece pelo contato direto com feridas infectadas, seja por arranhadura ou mordida.
Sinais da doença:
- Em gatos: feridas com crostas, úlceras ou caroços que podem evoluir para fissuras abertas.
- Em humanos: lesões na pele no local da mordida ou arranhão do animal infectado.

Situação oficial e dados recentes
Embora não haja confirmação pública de novos casos em 2025 específicos para o Perequê-Açu, dados oficiais mostram que:
- Em 2023, Ubatuba registrou mais de 80 casos confirmados em animais.
- Em março de 2025, o Ministério da Saúde incluiu a esporotricose humana na lista de notificação compulsória em todo o Brasil (Portaria GM/MS nº 6.734/2025).
- Em abril de 2025, a USP e a Prefeitura de São Paulo reforçaram o alerta, destacando a doença como zoonose emergente no país.
Essas medidas indicam que a Vigilância em Saúde mantém monitoramento ativo, mesmo sem divulgação recente de boletins detalhados.
Como prevenir
- Mantenha gatos em casa para reduzir a exposição ao fungo.
- Use luvas ao manipular animais com feridas suspeitas.
- Procure atendimento veterinário imediato em caso de lesões.
- Em humanos, busque atendimento médico se houver feridas após contato com gatos.
Conclusão
O retorno do tema à pauta pública, impulsionado pelas redes sociais, mostra que a esporotricose segue como uma preocupação real em Ubatuba.
A prevenção, a informação e a notificação rápida às autoridades continuam sendo as principais armas contra a doença.

