Entidades do agronegócio se manifestaram sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e apontaram prioridades para o próximo mandato. Entre as demandas apresentadas estão a responsabilidade fiscal, segurança jurídica, melhoria do ambiente de negócios, estímulo à inovação e ampliação da competitividade da agricultura brasileira.
A Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) destacou a necessidade de mudanças na condução econômica do país e defendeu medidas para reduzir custos e ampliar a segurança no campo. Já a CropLife Brasil, que representa empresas dos segmentos de sementes, biotecnologia, defensivos químicos e bioinsumos, cumprimentou Lula pela reeleição e manifestou disposição para colaborar com o novo governo na construção de uma agenda voltada ao desenvolvimento do setor.
Em nota, a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) afirmou que respeitar a decisão do eleitorado é um princípio fundamental da democracia, mas ressaltou que o resultado das urnas também deve ser considerado pelo governo eleito. A entidade citou os cerca de 49% dos votos destinados à candidatura adversária como um sinal da demanda por mudanças.
“A democracia não é um evento que se encerra no dia da votação; é um processo vivo que exige cuidado, diálogo e aperfeiçoamento diário”, afirmou Tirso Meirelles, presidente da Faesp. Meirelles apoiou formalmente a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha presidencial de 2026 e participou de mobilizações políticas em favor do senador.
A federação defendeu a simplificação tributária sem aumento da carga para o setor produtivo, a redução sustentável dos juros , o controle dos gastos públicos e o “combate à ineficiência e inoperância do Estado”. Também apontou a garantia do direito de propriedade e a previsibilidade jurídica como prioridades para a atividade agropecuária.
A Abag (Associação Brasileira do Agronegócio) cumprimentou o presidente eleito e defendeu diálogo, pacificação política e planejamento de longo prazo para fortalecer a agroindústria brasileira. A entidade também apontou a necessidade de reformas estruturais, fortalecimento das instituições e maior eficiência do Estado para estimular investimentos e ampliar a competitividade do país.
Em nota, a Abag destacou a importância de políticas públicas integradas a uma estratégia plurianual, com previsibilidade para investimentos em infraestrutura, logística, financiamento e seguros.
Redação JORNAL AGORA
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