Bloco de Netanyahu lidera apuração em Israel, mas sem maioria

O bloco liderado pelo partido Likud , do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu , lidera a apuração da eleição para o Knesset (Parlamento israelense), com 55 das 120 cadeiras, segundo resultados parciais divulgados nesta 4ª feira (28.out.2026). Com 57,3% das urnas apuradas, o grupo ainda está abaixo dos 61 assentos necessários para obter maioria.

O bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot , ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, tinha 49 cadeiras, enquanto os partidos árabes somavam 16 assentos.

Os números apurados até agora indicam que nenhum dos lados tem maioria garantida. Tanto o bloco de Netanyahu quanto o de Eisenkot podem precisar do apoio dos partidos árabes para formar um governo.

Netanyahu, no entanto, praticamente rejeitou incluir essas legendas em sua coalizão. Eisenkot e seus aliados também demonstraram resistência à possibilidade de depender do apoio dos partidos árabes.

A maior parte dos votos deve ser apurada até o fim desta 4ª feira (28.out), embora a contagem final possa levar dias. Depois da divulgação dos resultados, os partidos devem iniciar negociações para tentar formar uma maioria governista.

Segundo o New York Times , as primeiras pesquisas de boca de urna divulgadas pelas principais emissoras de televisão de Israel indicavam um cenário de indefinição sobre o próximo governo do país, mas com a liderança do bloco de oposição.

Nas eleições nacionais de Israel, os cidadãos votam exclusivamente em partidos (e não em candidatos específicos) para eleger os 120 membros do Knesset. O pleito é o 1º no país desde os ataques de 7 de outubro e o início da guerra em Gaza.

A partir do resultado dessa votação, o presidente, que atua como chefe de Estado, realiza consultas com os partidos eleitos para identificar qual líder político tem a maior probabilidade de formar uma coalizão majoritária de no mínimo 61 deputados.

Esse líder assume o cargo de primeiro-ministro e torna-se o chefe de Governo assim que sua coalizão e plataforma política forem oficialmente aprovadas pelo Knesset.

Redação JORNAL AGORA
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