El Niño pode trazer mais calor, temporais e riscos de deslizamentos no verão 2026/2027 do Litoral Norte

Especialistas alertam para alta probabilidade de El Niño em 2026. Entenda como o fenômeno pode impactar o verão no Litoral Norte de São Paulo.

Fenômeno climático tem mais de 80% de chance de se desenvolver no segundo semestre de 2026 e pode influenciar o comportamento das chuvas e das temperaturas em diversas regiões do Brasil.

Moradores de Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba devem acompanhar com atenção as previsões climáticas para os próximos meses. Instituições nacionais e internacionais de monitoramento apontam uma elevada probabilidade de formação do fenômeno El Niño ao longo do segundo semestre de 2026, com possibilidade de permanência durante o verão 2026/2027.

Segundo os modelos climáticos mais recentes, a probabilidade de ocorrência do fenômeno supera 80% e pode chegar a 90% até o final do ano. Ainda existe incerteza sobre sua intensidade, mas especialistas alertam que seus efeitos podem ser sentidos em várias regiões do Brasil.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global e influencia diretamente os padrões de chuva, temperatura e ocorrência de eventos extremos em diferentes partes do planeta.

Embora ocorra a milhares de quilômetros do Brasil, seus efeitos costumam ser sentidos em praticamente todo o território nacional.

O que pode mudar no Litoral Norte?

Não existe uma previsão específica e definitiva para cada município, mas especialistas apontam alguns cenários que historicamente costumam estar associados ao El Niño.

Para o Litoral Norte paulista, os possíveis impactos incluem:

✔ Temperaturas acima da média;

✔ Períodos de calor mais prolongados;

✔ Chuvas intensas concentradas em curtos períodos;

✔ Maior risco de temporais de verão;

✔ Aumento da possibilidade de alagamentos;

✔ Maior atenção para áreas sujeitas a deslizamentos.

É importante destacar que o El Niño não significa necessariamente que choverá todos os dias ou que haverá desastres naturais. O fenômeno aumenta a probabilidade de determinados comportamentos climáticos, mas outros fatores atmosféricos também influenciam o clima da região.

Por que o Litoral Norte precisa ficar atento?

O Litoral Norte possui características geográficas que aumentam a vulnerabilidade durante eventos de chuva intensa.

A proximidade entre o mar e a Serra do Mar favorece a formação de nuvens carregadas e a ocorrência de volumes expressivos de chuva em curto espaço de tempo.

Nos últimos anos, a região enfrentou episódios severos de precipitação extrema que provocaram deslizamentos, interdições de rodovias e danos à infraestrutura urbana.

Caso o El Niño se confirme e atinja intensidade moderada ou forte, órgãos de monitoramento deverão acompanhar com atenção os riscos hidrológicos e geológicos ao longo do verão.

Impactos para turismo, pesca e economia

O turismo, principal atividade econômica de grande parte do Litoral Norte, também pode ser afetado por mudanças climáticas mais acentuadas.

Entre os possíveis reflexos estão:

• Alterações na frequência de ressacas marítimas;

• Mudanças nas condições para atividades náuticas;

• Impactos em eventos ao ar livre;

• Aumento da demanda por serviços de emergência em períodos de chuva intensa.

O setor pesqueiro também costuma acompanhar de perto os fenômenos oceânicos, uma vez que alterações na temperatura da água podem influenciar o comportamento de diversas espécies marinhas.

O que dizem os especialistas?

Pesquisadores do INPE, INMET, NOAA e Organização Meteorológica Mundial alertam que ainda é cedo para afirmar qual será a intensidade do fenômeno.

O consenso científico atual é que existe alta probabilidade de formação do El Niño, mas que previsões detalhadas para o verão ainda serão refinadas nos próximos meses.

Os especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será fundamental para que governos e a população possam se preparar adequadamente.

O que o morador pode fazer desde já?

✔ Acompanhar previsões meteorológicas oficiais;

✔ Verificar se a residência está em área de risco;

✔ Manter calhas e sistemas de drenagem limpos;

✔ Conhecer rotas de evacuação em caso de emergência;

✔ Cadastrar-se em sistemas de alerta da Defesa Civil;

✔ Evitar a disseminação de informações falsas sobre clima.

Este artigo foi produzida com base em boletins e notas técnicas divulgados pela NOAA, Organização Meteorológica Mundial (OMM), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Como se trata de uma previsão climática de médio e longo prazo, os cenários podem ser atualizados conforme novas informações científicas sejam divulgadas.