Usuários do Ciapi celebram o Carnaval com marchinhas, dança e desfile de fantasias em Caraguatatuba. Alegria e inclusão na folia.
A quinta-feira (12) foi de brilho, música e emoção no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência e ao Idoso (Ciapi), em Caraguatatuba. Usuários do Centro Dia e do Centro de Convivência participaram de um animado baile pré-Carnaval ao som da banda Dixieland, que trouxe marchinhas tradicionais e colocou todos para dançar.
O evento reuniu idosos, pessoas com deficiência, professores e equipe técnica em uma celebração que foi além da festa: reforçou vínculos, promoveu saúde emocional e valorizou o envelhecimento ativo.
Música, memória e movimento
A programação começou com a professora Luciana Trintinari, que comandou coreografias de sucessos consagrados do Carnaval brasileiro. Em seguida, a banda Dixieland assumiu o palco com repertório clássico: “Mamãe Eu Quero”, “Me Dá Um Dinheiro Aí”, “Ó Abre Alas”, “A Jardineira”, “Allah-La-Ô”, “Aurora” e “Saca-Rolha – As Águas Vão Rolar”.
As marchinhas despertaram memórias afetivas e estimularam movimento e socialização. Música e dança são reconhecidas como ferramentas importantes para a saúde física e cognitiva na terceira idade, especialmente quando associadas à convivência social.
O professor Nestor Prado também participou com suas alunas do grupo de dança, apresentando a coreografia “Frevo”, ao som de “Banho de Cheiro”, ampliando o clima festivo.
Fantasias, autoestima e pertencimento
O encerramento contou com o tradicional desfile de fantasias. Os vencedores foram Alice Rodrigues Gomes da Cruz e Bruno Felix Porto, do Centro de Convivência.
Entre os participantes, histórias emocionaram o público. Marilene, 76 anos, e Francisco, 86, casados há 58 anos, celebraram juntos mais um Carnaval. “Adoramos uma bagunça, uma confraternização”, disse ela.
Celeste de Paulo Miguel, 62 anos, frequentadora de aulas de violão, Tai Chi Chuan e hidroginástica, caprichou na produção com saia de fitas metalizadas vermelha e adereços. “Estamos entre amigos e essa alegria espanta qualquer tristeza”, afirmou.
Dalva Luna, 68 anos, aluna de pintura, ginástica funcional e samba, escolheu a fantasia de melindrosa. “Sempre gostei de Carnaval, mas meus pais nunca deixaram pular. Agora posso fazer o que eu quero”, contou, emocionada. Há oito meses no Ciapi, ela afirma estar vivendo uma nova fase.
Política pública que transforma vidas
A secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso, Ivy Malerba, agradeceu à equipe do Ciapi e o apoio da Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba (Fundacc) na realização da festa.
Eventos como esse mostram que políticas públicas voltadas ao envelhecimento ativo não se limitam a atendimento técnico. Elas promovem autonomia, autoestima e qualidade de vida.
Em uma cidade que cresce e envelhece, iniciativas como o Carnaval do Ciapi reforçam que inclusão também é celebrar juntos.
Por que isso importa para Caraguatatuba?
O Litoral Norte acompanha o aumento da população idosa. Espaços como o Ciapi tornam-se fundamentais para combater o isolamento social, prevenir depressão e fortalecer a rede de apoio.
Mais do que uma festa, o Carnaval no Ciapi foi um gesto concreto de valorização da vida em todas as idades.
Fonte: Prefeitura de Caraguatatuba/SP
