A Polícia Civil de São Paulo voltou a prender, nesta quarta-feira 28, o vereador Senival Moura , afastado temporariamente do PT, investigado por suspeita de envolvimento em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.
O parlamentar estava solto desde o dia 5 de agosto por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. À época, a desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11.ª Câmara Criminal do TJ-SP, afirmou que o prazo da prisão temporária não deveria ser de 30 dias, mas de 5 dias, motivo pelo qual determinou a soltura do investigado. O Ministério Público recorreu da soltura e Senival Moura voltou a ser detido.
Ao todo, cinco pessoas foram presas na operação realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Segundo a Polícia, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva. Dois investigados não foram localizados e continuam sendo procurados.
Estão na lista dos investigados:
Senival Pereira de Moura (já preso);
Lourival de França Monário (já preso);
Jair Ramos de Freitas (já preso);
Osiel Bernardino Pinto (já preso);
Fábio Fernandes de Souza (já preso);
Devanil Sousa Nascimento (procurado);
Leonel Moreira Martins (procurado).
Todos os nomes são ligados à empresa Transunião, suspeita de ser administrada por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). As apurações identificaram indícios de que integrantes de uma organização criminosa utilizavam pessoas interpostas, conhecidas como laranjas, para ocultar a participação e a influência sobre a estrutura societária e administrativa da empresa de transporte.
Ao longo da investigação, foram apreendidos R$ 158,9 mil em espécie, US$ 2.417 e € 1.465, além de dez veículos, cerca de 40 relógios de luxo e joias. Entre os automóveis apreendidos estão modelos Porsche Macan, BMW e RAM Rampage.
Senival foi preso pela primeira vez na Operação Última Parada , deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público em 25 de junho deste ano.
Redação JORNAL AGORA
Imagens: Divulgação



