Vendaval no Litoral Norte assusta moradores com rajadas de até 104 km/h e deixa rastro de destruição

Ciclone extratropical atinge Litoral Norte de SP com ventos de até 104 km/h, causando destelhamentos, queda de árvores e blecautes em Caraguatatuba, Ubatuba e Ilhabela.

Na última formação de ciclone extratropical no litoral sul do Brasil, o sistema se deslocou para a Região Sudeste e impôs rajadas de vento superiores a 85 km/h no Litoral Norte de São Paulo, configurando ventos de Grau 10 na Escala de Beaufort (vendaval), capazes de causar destelhamentos, queda de árvores e danos moderados.

  • ≈ 85 km/h corresponde a Grau 10 (vendaval): pode destelhar e derrubar árvores.
  • Rajadas acima de 100 km/h aproximam-se do Grau 11, com danos mais severos como destruição de fiação e queda de árvores com raízes.

Caraguatatuba

  • Ventos alcançaram ≈ 85 km/h, arrancando o telhado do quartel do Corpo de Bombeiros, que precisou remover as viaturas para evitar mais prejuízos.
  • Árvores foram derrubadas; várias edificações ficaram destelhadas.
  • Grande parte da cidade teve interrupção de energia, como nos bairros Porto Novo, Palmeiras Norte, Guaxinduba e Massaguaçu.
  • Queda de árvore danificou muro e veículo no Massaguaçu.

Ubatuba

  • Rajadas ultrapassaram 85 km/h, com registros até 90 km/h conforme Defesa Civil.
  • Destelhamento parcial da Santa Casa; ruas interditadas por risco de queda de estruturas e árvores em locais como Estufa II, Praia Grande, Taquaral, Toninhas, Rio Escuro e Estufa II.
  • Árvores tombadas bloquearam trechos da Rodovia Rio‑Santos, Praça Nóbrega, Rua Thomaz Galhardo; fios caíram, tráfego atrasado e bairros ficaram sem luz.

Ilhabela

  • Nove incidentes de queda de árvores, incluindo uma palmeira que atingiu redes elétricas.
  • Uma residência foi parcialmente interditada por risco estrutural, embora as balsas continuassem operando normalmente.
  • Não há registro de vítimas até o momento, mas a Defesa Civil manteve alerta para destelhamentos, queda de árvores e falhas no fornecimento de energia.

São Sebastião

  • Ventos em torno de 100 km/h ou mais, causaram mais de 30 ocorrências com quedas de árvores, destelhamentos e danos em prédios públicos e comércio.
  • A travessia da balsa no canal de São Sebastião foi interrompida temporariamente por segurança.
  • O porto local sofreu prejuízos: galpões destruídos e cargas danificadas; estruturas públicas também foram afetadas, inclusive a rodoviária, UBS e prédios da prefeitura.

Cenário meteorológico e orientações

O ciclone formou‑se sobre o Sul do Brasil e avançou sobre o Oceano Atlântico, afetando Santa Catarina, Paraná e São Paulo, com ventos costeiros intensos e possibilidade de mar agitado e ressaca. Alerta da Marinha e Defesa Civil indicou ondas de até 4 m no litoral. Órgãos meteorológicos como MetSul, Climatempo e Inmet previram ventos de 60 a 90 km/h, com picos isolados de até 100 km/h no litoral norte paulista nesta ocasião.

Recomendações:

A Marinha do Brasil, Inmet, Climatempo e Defesa Civil emitiram alertas para ressaca (ondas de até 3–4 m), chuvas fortes e ventos costeiros intensos; houve suspensão momentânea de balsas na região de São Sebastião. O fenômeno teve origem entre o Uruguai e Rio Grande do Sul, avançando sobre o Sudeste brasileiro com forte instabilidade costeira.

  • Evite ficar em áreas externas com estruturas soltas.
  • Reforce janelas, portas e telhados se estiverem vulneráveis.
  • Mantenha distância de fios elétricos caídos.
  • Retire objetos soltos de áreas externas para evitar projeção pelo vento.
  • Em caso de emergência, contate Defesa Civil (199) ou Bombeiros (193).

O pior do ciclone extratropical, a que tudo indica, já passou — os ventos intensos e chuvas fortes são esperados somente até terça-feira, 29 de julho. Depois disso, o tempo tende a estabilizar com clima ameno e mais seco até o domingo. Permaneça atento aos avisos meteorológicos e siga as orientações de segurança.