Na quarta‑feira, 7 de outubro, o Senado realizou a segunda sessão deliberativa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala 6×1, com maioria de senadores governistas e baixa presença da oposição.
A oposição, liderada pelo Partido Liberal (PL) e representada por Rogério Marinho (PL‑RN), busca adiar a votação para depois do segundo turno da eleição presidencial. Marinho, que também coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), classificou a discussão neste momento como “oportunista” e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado. O partido pretende travar a votação o maior tempo possível, alegando a necessidade de respeitar o regimento interno e evitar atropelos.
Do lado do governo, a líder Teresa Leitão (PT‑PE) tem reunido assinaturas para acelerar a tramitação da proposta, apresentando a ideia de um calendário especial que permita a votação antes do segundo turno. O objetivo do Palácio do Planalto é reduzir o intervalo previsto entre os dois turnos de votação de uma PEC, de modo a aprovar a medida antes de 25 de outubro. Uma terceira sessão está marcada para quinta‑feira, 8 de outubro, com mais duas sessões previstas para a semana seguinte, e a expectativa é que a PEC seja votada em primeiro turno em 15 de outubro.
O debate continua dividido entre a estratégia de adiamento da oposição e a tentativa de aceleração do governo. O resultado da votação poderá alterar a escala de trabalho, permitindo remuneração por hora e abrindo brechas para redução salarial, ao mesmo tempo em que influencia o cenário eleitoral ao impactar a campanha de candidatos ligados a ambas as bancadas.
Redação JORNAL AGORA
Imagens: Divulgação



