Senado discute segunda fase da PEC 6×1

O Senado Federal realizou, nesta quarta‑feira (7), a segunda sessão de discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende acabar com a jornada de trabalho 6×1. Segundo a analista de política da CNN, Isabel Mega, o Palácio do Planalto conta com a aprovação da medida, embora reconheça a existência de cenários alternativos caso a proposta não avance.

A analista destaca que o governo concentra atenção total para garantir a aprovação, citando que parlamentares da bancada do PT confirmaram empenho na discussão. Ela observa ainda que, após o primeiro turno das eleições, os parlamentares tendem a demonstrar menor compromisso com pautas de forte apelo popular, sobretudo aquelas que enfrentam resistência do setor empresarial.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), estabeleceu um cronograma que segue integralmente o rito constitucional, sem acelerar prazos internos. As sessões desta semana ocorreram na terça (6), quarta (7) e quinta (8), sendo seguidas por duas sessões na semana seguinte, completando as cinco exigidas. Alcolumbre afirmou que a votação em primeiro turno pode acontecer na quinta‑feira (15). Na sessão de terça‑feira, 47 senadores registraram presença em formato semipresencial; nenhum senador da oposição esteve presente na abertura e o PL não foi registrado inicialmente, mas seis senadores do PT participaram gradualmente, com pronunciamentos majoritariamente favoráveis.

Mesmo contando com a expectativa de aprovação, o Planalto já contempla a possibilidade de rejeição. Aliados do PT avaliam que um bloqueio da matéria pela oposição poderia gerar dividendos eleitorais ao atribuir ao adversário Flávio Bolsonaro (PL) a responsabilidade pelo não avanço de uma proposta que, segundo a analista, poderia melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Isabel Mega concluiu que o que mais vale na avaliação dos atores políticos é a aprovação e promulgação da PEC.

Redação JORNAL AGORA
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