Após análise técnica, DER libera passagem de caminhões até 23 toneladas sobre a ponte da Maranduba em regime controlado, enquanto obras seguem.
Após vistoria da Defesa Civil e da Secretaria de Obras de Ubatuba, ficou evidente que as vias usadas como rota alternativa de desvio não suportavam o tráfego de caminhões pesados. Em razão disso, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) decidiu suspender a restrição de peso sobre a ponte do rio Maranduba (km 77,8 da Rio-Santos), liberando o tráfego a partir das 16h desta quinta-feira (16) — sob o regime de pare e siga — até que as obras de reforço sejam concluídas.
A medida emergencial se baseou em uma análise técnica que atestou condições seguras de tráfego controlado, mesmo durante os reparos estruturais. O tráfego agora volta com o limite anterior de Peso Bruto Total (PBT) de até 23 toneladas.

Situação anterior: por que o desvio foi implantado?
Quando a ponte demonstrou fragilidade para suportar o tráfego de caminhões pesados, foi necessária a criação de rotas alternativas por vias internas da Maranduba. Essas vias, porém, não foram pensadas para suportar cargas elevadas, o que gerou riscos à infraestrutura urbana local e à segurança residencial.
Técnicos identificaram que o tráfego intensificado comprometeria pontes e pavimentação, acelerando o desgaste e acarretando prejuízos maiores para a cidade.
Como será o tráfego durante obras
Operação e controle
- O regime pare e siga vai disciplinar o fluxo de veículos na ponte, alternando sentido para manter segurança.
- O monitoramento técnico será contínuo ao longo dos cerca de 30 dias previstos para a execução dos reforços estruturais.
- O DER-SP solicita que motoristas fiquem atentos à sinalização e às orientações das equipes de apoio no local.
Esse esquema busca garantir que veículos de até 23 toneladas possam transitar sem riscos, enquanto os reparos são feitos.
Uma reviravolta recente: nova restrição de peso?
Curiosamente, ainda há relatos de que o DER-SP impôs uma nova limitação à ponte, reduzindo o PBT máximo para 12 toneladas, ao invés das 23 toneladas permitidas anteriormente.
Essa decisão aparentemente temporária provocou dúvidas entre transportadores e moradores. Caso confirmada oficialmente, implicaria uma restrição ainda mais severa para caminhões de carga pesada durante o período de obras.
Impactos e observações críticas
- Logística de carga: se o limite for realmente de 12 toneladas, empresas terão que readequar rotas, carga ou itinerários, o que pode elevar custos.
- Transparência e comunicação: a população e transportadores demandam clareza sobre os critérios de liberação e restrições aplicadas ao longo da obra.
- Planejamento urbano: a utilização de vias internas como rota de desvio, sem preparação prévia para cargas pesadas, reflete deficiência em planejamento viário local.
- Urgência na execução: diante do caráter emergencial, os prazos para reforço da ponte precisam ser cumpridos sem atraso, para reduzir impacto prolongado ao tráfego e à economia regional.
Fonte: Prefeitura de Ubatuba/SP
