Em Ubatuba, vereador e secretário são acusados de ofensas contra cidadãos. Entenda os dois episódios e o impacto na política local.
Se não bastasse o vereador, agora também o secretário
Se não bastasse o vereador de Ubatuba ter mandado uma munícipe “calar a boca, pois já havia latido muito”, agora a cidade enfrenta mais uma polêmica: o secretário de Transportes, André Toth, foi acusado de chamar uma moradora de “pulguenta de esquerda” e “lixo de esquerda”.
Dois episódios distintos, mas que expõem um mesmo problema: o uso de linguagem desrespeitosa por parte de autoridades públicas contra cidadãos em Ubatuba.

Dois casos que abalam a confiança pública
O episódio envolvendo o vereador
Durante uma audiência pública, o vereador Rogério Frediane reagiu de forma agressiva a uma munícipe que participava da reunião, afirmando que ela já havia “latido muito” e deveria “calar a boca”. O caso gerou indignação imediata e abriu debate sobre misoginia e falta de preparo de representantes para lidar com o contraditório.
A acusação contra o secretário
Poucos dias depois, o secretário de Transportes também foi acusado de ofender uma cidadã em discussão, utilizando termos de cunho ofensivo e ideológico. O episódio repercutiu nas redes sociais, ampliando a pressão sobre a conduta dos agentes políticos.
O que esses casos têm em comum
Ambos os episódios revelam um padrão de intolerância no trato com a população, especialmente com mulheres, em espaços que deveriam ser de escuta e diálogo. Isso levanta questões fundamentais:
- Como garantir que a divergência política não se transforme em insulto?
- Que medidas as instituições públicas devem adotar para preservar o respeito nas interações com cidadãos?
- Até que ponto a normalização de falas agressivas compromete a credibilidade da gestão municipal?
Reações e possíveis consequências
- Moradores e movimentos sociais repudiaram os dois casos, pedindo retratações públicas.
- Pressão política aumenta sobre a Câmara Municipal e a Prefeitura para que adotem medidas de responsabilização.
- Debate público ganha força nas redes sociais, onde os episódios são comparados e cobrados em tom de indignação.
Há expectativa de que investigações internas ou medidas legais sejam avaliadas, mas até o momento não há desdobramentos oficiais concretos.
Reflexão: quando a política perde o respeito
Esses episódios reforçam que a ética no discurso público não é um detalhe, mas parte essencial da democracia. Representantes eleitos ou nomeados precisam compreender que o poder da palavra pode fortalecer ou destruir pontes com a população.
Em uma cidade que enfrenta desafios sociais e estruturais, a polarização de discursos e ofensas pessoais enfraquece o que mais deveria prevalecer: a confiança da comunidade em seus gestores.
Quando tudo isso vai parar?
