Ação “Só 5 minutinhos?” em Ilhabela chama atenção para o respeito às vagas PcD, com reflexão sobre inclusão, mobilidade e direitos.
Ilhabela promove ação inédita de acessibilidade
Na última sexta-feira (15), a Prefeitura de Ilhabela realizou a ação “Só 5 minutinhos?”, uma iniciativa de impacto que buscou conscientizar motoristas e pedestres sobre o uso correto das vagas destinadas às Pessoas com Deficiência (PcD). A mobilização ocorreu no bairro Perequê, das 8h às 17h, e utilizou cadeiras de rodas posicionadas nos espaços exclusivos para chamar a atenção de forma visual e simbólica.

Além da intervenção urbana, foram distribuídos cerca de 800 folhetos educativos, reforçando que a vaga é um direito fundamental de mobilidade e não apenas “um espaço vazio” em meio ao estacionamento.
Mais que vagas: garantia de dignidade e mobilidade
Desde 2008, a ocupação indevida dessas vagas é considerada infração de trânsito, conforme resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). No entanto, situações de desrespeito ainda são frequentes.

Essas vagas não são escolhidas ao acaso: estão localizadas próximas a serviços essenciais como bancos, farmácias e unidades de saúde, com o objetivo de reduzir a exposição de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida a riscos no trânsito e em calçadas irregulares.
O depoimento da moradora Kátia Kornetoff, esposa de um cadeirante, ilustra bem a realidade:
“As pessoas acham que é só 5 minutinhos, mas quando chego na UBS do Perequê e a vaga está ocupada, preciso deixá-lo longe, enfrentar obstáculos na calçada e expor meu marido ao risco. Quando o motorista volta, pede desculpas, mas já é tarde demais. A vaga tem que estar disponível para quem precisa”.
Debate e construção de políticas inclusivas
A ação não parou por aí. No período da tarde, o Auditório do Paço Municipal sediou um encontro com a população, servidores e entidades, para discutir políticas públicas inclusivas. O diálogo incluiu falas de alunos da APAE, dinâmicas de escuta ativa e apresentações culturais conduzidas pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD) e pela Associação Desenvolver.
Foram debatidos temas como:
- Barreiras invisíveis enfrentadas por PcDs no dia a dia
- Escuta ativa como ferramenta de inclusão
- Práticas restaurativas no convívio social
- Humanização do serviço público
Mobilização coletiva por uma cidade mais acessível
A ação foi idealizada pelo CMDPD e pela Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social, em parceria com a Secretaria de Educação, a Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana, a APAE de Ilhabela e a Associação Desenvolver.
O objetivo foi sensibilizar a sociedade para o impacto de pequenas atitudes, mostrando que o respeito às vagas PcD é uma questão de dignidade e cidadania.
Fonte: Prefeitura de Ilhabela/SP

