Créditos: Prefeitura Municipal de Ubatuba

Restinga sob ameaça: PF investiga crimes ambientais e fundiários no Litoral Norte de SP

Operação “Restinga Viva” cumpre mandados em Ubatuba e Taubaté e mira suspeitas de grilagem, desmatamento e fraudes em processos de regularização fundiária

Na manhã desta quarta-feira (6), a Polícia Federal deflagrou a operação “Restinga Viva” com o objetivo de apurar crimes ambientais e fundiários no Litoral Norte de São Paulo. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Ubatuba e Taubaté, em endereços residenciais, comerciais e na própria Secretaria de Habitação de Ubatuba.

As ações têm como foco a investigação de:

  • Desmatamento ilegal em áreas de restinga, vegetação típica e protegida por lei;
  • Falsificação de documentos públicos e administrativos;
  • Loteamentos clandestinos em terrenos pertencentes à União;
  • Irregularidades em processos de regularização fundiária.

Em Ubatuba, agentes estiveram no bairro Barra Seca, na sede da Secretaria de Habitação e na residência do secretário da pasta, Luís Claudinei Salgado, de onde foram levados documentos e um pendrive. Na secretaria, também foram apreendidos equipamentos eletrônicos e processos administrativos da Prefeitura.

Segundo nota da Polícia Federal, a operação busca proteger áreas de preservação permanente e combater a grilagem de terras públicas, responsabilizando os envolvidos nas irregularidades.

A Prefeitura de Ubatuba informou, por meio de nota oficial publicado na página eletrônica da Prefeitura, que não é alvo da investigação e que prestou total colaboração com as autoridades, disponibilizando documentos e o apoio dos secretários das pastas relacionadas. O processo corre em segredo de justiça.

A administração municipal ainda repudiou a divulgação de notícias falsas que, segundo a nota, tentam “prejudicar a imagem da atual gestão” e reforçou seu compromisso com a transparência e o cumprimento da legalidade.

Até o momento, o secretário Luís Claudinei Salgado, secretário de Cidadania e Desenvolvimento Social e presidente do Conselho de Habitação de Ubatuba não se manifestou oficialmente sobre o caso. A reportagem segue acompanhando e atualizará as informações assim que houver novos desdobramentos.