Promotorias e Prefeitura de Ilhabela mobilizam campanha educativa, grupos reflexivos para agressores e fortalecem rede de atendimento para combater a violência doméstica no litoral paulista.
Na quarta‑feira, 25 de junho de 2025, as duas Promotorias de Justiça em Ilhabela se uniram ao Poder Público e à sociedade civil para dar início a uma série de ações integradas de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Planejamento da campanha educativa
De manhã, a promotora Natália Franco Antonialli (2ª Promotoria) reuniu integrantes dos poderes legislativo e executivo municipais, membros da OAB, Polícia Civil, equipe de comunicação e o Comitê Municipal de Vigilância e Enfrentamento à Violência. O objetivo foi mapear obstáculos e definir os pilares de uma campanha educativa, que será construída em etapas. A partir de 7 de julho, no Paço Municipal, será realizada a reunião inicial para definir estratégias, ferramentas e canais de divulgação.

O processo teve início em janeiro, com a identificação de desafios no atendimento às vítimas e grupos de trabalho já reunidos em abril, conforme noticiado em abril por veículos locais .
Grupo Reflexivo para autores de violência
À tarde, o promotor Raul Agripino dos Santos Pinto (1ª Promotoria), em parceria com a prefeitura, apresentou à comunidade local o “Grupo Reflexivo para Homens Autores de Violência Doméstica”. Com apoio da OAB e da Polícia Militar, esse grupo é obrigatório para agressores que recebem medidas protetivas, objetivando refletir sobre comportamentos violentos e suas raízes culturais.
Desde 2024, Ilhabela capacita facilitadores — mulheres e homens — com orientação de especialistas em gênero, como Sergio Barbosa, para conduzir esses desdobramentos reflexivos responsabilizantes.
Rede de proteção e acompanhamento
Essas iniciativas reforçam o fluxo de atendimento municipal, que envolve protocolos de saúde, assistência social, segurança e apoio jurídico. Parte integrante de uma política pública iniciada em 2020, o sistema tem avançado com processos formativos, redes de acolhimento e campanhas contínuas .
Números do Cartório da Mulher indicam que 87 % dos agressores são parentes de primeiro grau, e 63 % dos casos ocorrem no ambiente doméstico. Essas estatísticas reforçam a urgência de engajamento coletivo, denúncias acessíveis (como pelo Ligue 180) e atendimento qualificado.
Valor agregado e próximos passos
- Abordagem integrada: envolve governo, justiça, segurança pública, assistência e advocacia.
- Atuação preventiva e educativa: por meio de campanha municipal com foco na conscientização comunitária.
- Responsabilização de agressões: com grupos reflexivos obrigatórios e monitorados.
- Fortalecimento da rede de proteção: protocolos, capacitação profissional e apoio jurídico para vítimas.
- Mobilização social: com foco em denúncias, quebra do silêncio e visibilidade da temática.
As ações, com primeira reunião de campanha em 7 de julho, reforçam que prevenir e enfrentar esse tipo de violência exige articulação, educação contínua e responsabilização.
Fonte: https://www.mpsp.mp.br/

