Estudantes de Ubatuba brilham no JEESP com projeto de tiro com arco que integra esporte e ensino de matemática. A iniciativa transforma o contraturno em espaço de aprendizado e superação.
No último fim de semana, Ubatuba marcou presença com estilo e precisão nos Jogos Estudantis do Estado de São Paulo (JEESP), com a participação de seis alunos na modalidade tiro com arco. A competição, realizada no sábado (21), mostrou que o município está afinando a pontaria — não só nos alvos, mas também em projetos educacionais que fazem a diferença.

Os jovens atletas representaram diversas redes de ensino: três vieram de escolas particulares, um da estadual e dois da rede municipal — todos guiados pelo experiente professor, técnico e também atleta Juan Urrejola.
Entre os talentos que se destacaram está a aluna Maira Kobayashi, da EM Presidente Tancredo Neves. Com apenas alguns meses de treinamento, ela encarou atletas mais experientes de igual para igual, revelando o potencial transformador do projeto que nasceu na rede pública de Ubatuba.
Um projeto que vai além da linha de tiro
O que começou como um reforço de matemática, anos antes da pandemia, se transformou em um programa sólido e inovador. O tiro com arco foi introduzido em escolas municipais como a EM Marina Salete, EM Altimira Silva Abirached e EM Honor Figueira, com o intuito de tornar o aprendizado mais atrativo por meio da prática esportiva.






Em 2021, o projeto ganhou um novo impulso quando a Secretaria de Esportes e Lazer disponibilizou o espaço do antigo galpão de Malha e Bocha, próximo à Piscina Municipal. Ali, as aulas passaram a acontecer em ambiente coberto, com estrutura segura e acessível, durante o contraturno escolar.
E por que unir esporte e matemática? Porque no tiro com arco, tudo envolve medidas, ângulos, proporções, contagem de pontos e até conversões entre unidades. Além de estimular a concentração e a disciplina, o esporte se tornou uma ferramenta de aprendizagem prática e divertida.
“O trabalho vai desde a montagem do equipamento, que exige concentração e organização. Paralelo a isso, tem a contagem de pontos, a questão de ângulos, a metragem, além da relação entre libra e quilo. Daí pra frente, trabalhamos a imaginação deles em cima do esporte”, explica Urrejola.
Crescimento e inclusão: a próxima fase
Em 2025, o número de participantes dobrou em relação ao ano anterior, reflexo direto do sucesso do projeto. E o futuro promete ainda mais: está prevista a inclusão de estudantes indígenas na delegação municipal — um passo importante rumo à ampliação da diversidade e da inclusão no esporte escolar.
O projeto de tiro com arco em Ubatuba prova que, quando educação e esporte caminham juntos, os resultados vão muito além dos pódios. Eles acertam em cheio na formação de jovens mais confiantes, focados e preparados para o futuro.
Fonte: Prefeitura de Ubatuba/SP

