Uma mulher de 50 anos, suspeita de matar o próprio cachorro no bairro Porto Novo, em Caraguatatuba, foi solta após audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (2). O crime ocorreu na terça-feira (1), quando ela teria agredido o animal até a morte. Segundo o próprio relato, a mulher direcionou sua violência contra o cachorro para evitar agredir seu filho.

Detalhes do Caso
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por populares na avenida Isabel Fernandes Nardi. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o cachorro da raça Yorkshire já sem vida, com ferimentos graves na face e focinho quebrado. Testemunhas relataram que a mulher matou o animal em frente de sua residência e o abandonou na calçada.

Após diligências, a suspeita confessou o crime, alegando que agiu movida por raiva de seu próprio filho. O caso chocou a comunidade local e gerou grande repercussão nas redes sociais.
Desdobramentos da Ocorrência
No momento da abordagem policial, o filho da suspeita, um homem de 27 anos, tentou impedir a ação da polícia. Ele pulou o muro da residência e investiu contra os agentes, sendo necessário o uso de equipamento de incapacitação intramuscular (Taser) para contê-lo. Ele foi detido, ouvido e posteriormente liberado.
Decisão Judicial
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a soltura da mulher sob a condição de que ela compareça em juízo sempre que for intimada e que não mude de endereço sem notificar as autoridades. O caso segue em investigação para possível encaminhamento ao Ministério Público.
Repercussão e Legislação
O crime gerou revolta entre defensores dos direitos dos animais e ativistas da causa. No Brasil, maus-tratos contra animais são considerados crime pela Lei 9.605/98, com penas que podem chegar a cinco anos de reclusão em casos de morte do animal.
O caso continua sob investigação, e a comunidade aguarda novas atualizações sobre eventuais desdobramentos jurídicos e punições à suspeita.

