O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia realizar uma reorganização no comando do Ministério das Relações Exteriores para promover uma substituição geracional na diplomacia brasileira. A proposta em análise pela cúpula do governo federal prevê a indicação do diplomata Mauricio Lyrio para assumir a chefia do Itamaraty. A mudança significaria a substituição do atual ministro, Mauro Vieira, que ocupa a pasta e lidera as ações internacionais do Poder Executivo.
Mauro Vieira, de 75 anos, conduziu o Ministério das Relações Exteriores ao longo dos quatro anos do terceiro mandato do presidente Lula. Anteriormente, o diplomata já havia chefiado a mesma pasta entre 2015 e 2016, no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Já Mauricio Lyrio, de 59 anos, atua como diplomata de carreira e construiu sua trajetória com proximidade a Celso Amorim, atual assessor especial da Presidência da República e principal conselheiro do governo para a política externa. Em momentos anteriores, Lyrio também exerceu a função de porta-voz oficial.
Durante a atual gestão do governo federal, Lyrio desempenhou papel técnico em articulações estratégicas do comércio internacional. Inicialmente escalado para a Secretaria de Assuntos Econômicos, o diplomata participou das negociações para a declaração final da cúpula do G20 realizada no Brasil em 2023, além de atuar no processo de conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O diplomata também trabalhou diretamente em medidas para amenizar os impactos das tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos. Em 2025, assumiu a Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, voltada às negociações para a realização da COP30, sediada em Belém, no Pará.
Além do Ministério das Relações Exteriores, a perspectiva de renovação nos quadros da Esplanada dos Ministérios também pode atingir a pasta da Defesa, atualmente chefiada por José Múcio. A eventual substituição de nomes nos ministérios faz parte do planejamento do governo para reestruturar cargos estratégicos. A definição sobre a oficialização dos novos nomes e o momento exato das alterações permanecem sob avaliação direta do presidente da República.
Redação JORNAL AGORA
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