Piscinão do Morumbi atinge 85% de conclusão em São Paulo

As obras do piscinão na Praça Alfredo Gomes, na região do Morumbi e próximo ao estádio do São Paulo Futebol Clube, na Zona Sul da capital paulista, alcançaram 85,6% de conclusão. Com investimento de aproximadamente R$ 145 milhões por parte do Governo de São Paulo, a estrutura foi projetada para armazenar até 44 milhões de litros de água da chuva. O objetivo principal do reservatório subterrâneo é conter alagamentos nas regiões do Morumbi e de Paraisópolis.

A construção do reservatório integra o plano estadual para contenção de enchentes e preparação da infraestrutura urbana para eventos climáticos extremos. A estrutura possui formato circular subterrâneo, com 48 metros de diâmetro e 27,5 metros de profundidade. O projeto abrange obras de drenagem, prevenção de enchentes, recuperação de rios e a modernização dos sistemas de monitoramento do clima e dos níveis fluviais. Durante temporais, o piscinão receberá o excedente do Córrego Antonico, retendo a água de forma temporária e realizando a liberação gradual para evitar o colapso da rede de drenagem.

A previsão oficial indica que a conclusão das obras na Zona Sul ocorra em dezembro de 2026. Quando entregue, este será o quinto reservatório concluído pela administração estadual desde 2023 na Região Metropolitana, somando R$ 960 milhões em investimentos no setor. Entre as outras unidades entregues pelo estado estão dois reservatórios localizados em Franco da Rocha, um em Francisco Morato e outro que atende conjuntamente os municípios de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.

O avanço da infraestrutura coincide com alertas emitidos pelo Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Segundo dados da agência norte-americana, o fenômeno El Niño projetado para o período entre 2026 e 2027 possui mais de 90% de probabilidade de ocorrência com forte intensidade. Há ainda uma estimativa de 69% de chance de o evento atingir níveis históricos de aquecimento na superfície do Oceano Pacífico, o que reforça a necessidade de medidas de controle pluviométrico.

Redação JORNAL AGORA
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