O estado de São Paulo registrou, até o momento, quatro casos de hantavirose , doença rara causada pela exposição à urina ou fezes de roedores infectados com o hantavírus. Uma morte associada à infecção foi confirmada em 2026.
Segundo o governo de São Paulo , desde 2007 foram registrados 199 ocorrências relacionadas a enfermidade . Destas, 101 evoluíram para o óbito , o que corresponde a uma taxa de letalidade de aproximadamente 51% no estado.
Quando analisado em todo o Brasil , durante este mesmo período (2007-2026), foram confirmados 1.613 casos, com 631 mortes , indicando uma taxa de mortalidade de 39,1%.
A hantavirose é uma doença infecciosa que pode ser transmitida de animais roedores silvestres para seres humanos. No Brasil, o vírus se manifesta como SCPH (Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus), que pode levar ao comprometimento cardíaco e respiratório , evoluindo rapidamente para quadros graves.
As suspeitas devem ser notificadas imediatamente aos serviços de vigilância epidemiológica , que atuam na investigação dos casos suspeitos, bem como na confirmação da doença.
Em abril deste ano, a enfermidade ganhou holofote após a confirmação de um surto em um cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde. Neste caso, além da contaminação pelos roedores , a infecção passava de pessoa para pessoa, deixando 3 mortos e dezenas de pessoas sob monitoramento.
Na época, a notícia gerou teorias sobre uma suposta epidemia no Brasil, pois no mesmo período foram confirmados novos casos no Paraná. No entanto, o Ministério da Saúde confirmou que o genótipo circulado no navio não possuía registro no país . Até o momento, foram identificados nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres no Brasil.
Uma característica importante é que os casos humanos registrados no território brasileiro não apresentam transmissão entre pessoas, este é um dos motivos no qual o surgimento de uma nova epidemia foi descartada.
O hantavírus pode provocar duas síndromes principais : a síndrome cardiopulmonar, mais comum nas Américas, e a febre hemorrágica com síndrome renal, predominante na Europa e na Ásia.
Na variante encontrada nas Américas, o vírus compromete os pulmões e o coração . Os pacientes podem apresentar dificuldade respiratória intensa, insuficiência respiratória e falência cardíaca.
Já nas variantes europeia e asiática, além de febre alta, dores no corpo, prostração e mal-estar, há risco de hemorragias e insuficiência renal .
Redação JORNAL AGORA
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