O presidente Lula (PT) encerrou neste sábado 24 sua campanha à reeleição com um ato na avenida Paulista, em São Paulo, em que chamou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) de “miliciano” e “desqualificado” e afirmou que o País não quer retroceder.
Na véspera do segundo turno, o petista disse estar convencido da vitória e voltou a pedir a mobilização de eleitores indecisos e dos que não votaram na primeira etapa do pleito.
“A sociedade brasileira quer mudança, mas mudança estrutural, que faça o país continuar caminhando para a frente. A sociedade brasileira não quer retrocesso”, afirmou o petista em conversa com jornalistas antes de percorrer a avenida em carro aberto.
O presidente voltou a atacar Flávio, a quem acusou de não ter compromisso com a verdade. “Depois de tantas campanhas que participei, de conversar com tanta gente importante, nunca imaginei disputar com um mentiroso, um miliciano, um desqualificado como esse rapaz”, disse.
Além disso, mencionou a atuação do senador como advogado na defesa de um policial acusado de matar Ana Clara, de cinco anos, atingida por um tiro de fuzil em 2021, no Rio de Janeiro. “Uma pessoa dessas não tem condições políticas, morais e éticas para ganhar a Presidência da República”, pontuou.
Ele também classificou a mobilização do segundo turno como uma das mais marcantes de sua trajetória política, afirmando que desde sua primeira disputa presidencial, em 1989, não havia visto uma movimentação popular semelhante.
Lula também agradeceu aos apoiadores que ocuparam trechos da Paulista antes de sua chegada. Disse que a presença de pessoas de diferentes origens mostrava que a população estava nas ruas em defesa da democracia e do Brasil.
O ato reuniu aliados do presidente, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ex-ministro Fernando Haddad (PT), o ministro Guilherme Boulos (PSOL) e as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
A manifestação foi marcada por jingles de campanha e referências à disputa eleitoral. Faixas, bandeiras do Brasil e adereços nas cores nacionais dividiram espaço com o vermelho predominante entre os apoiadores.
Durante o percurso, a concentração de pessoas dificultou o deslocamento do carro aberto.
Redação JORNAL AGORA
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