Alckmin assume frente por Lula e mira eleitores fora

Escondido no 1º turno, vice reúne 58 prefeitos, critica bolsonarismo e circula por comícios para atrair centro político e empresários

Escondido no 1º turno, vice reúne 58 prefeitos, critica bolsonarismo e circula por comícios para atrair centro político e empresários

Escalado para falar com quem resiste ao presidente, o vice Geraldo Alckmin (PSB) virou, na reta final do 2º turno, o cabo eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fora do eixo dos grandes atos. Ganhou agenda própria e passou a percorrer o país, sobretudo o interior de São Paulo, onde a campanha petista enfrenta mais resistência.

O formato difere do de Lula. O presidente concentra grandes atos no Nordeste e no Sudeste. Geralmente fala com quem já vota nele. O vice circula por reuniões com prefeitos, encontros com empresários e religiosos e plenárias menores. Sem a liturgia de candidato à Presidência, Alckmin consegue reduzir a distância entre o palanque e o público, com encontros mais próximos e conversas diretas com lideranças locais e diferentes grupos sociais.

A mudança é política. Aliados avaliam que o vice, que ficou escondido no 1º turno, pode atrair o eleitorado de centro e paulista, em um Estado que governou 4 vezes. Ele foi adversário de Lula na eleição de 2006. Perdeu o 2º turno com 39% dos votos.

Com trânsito entre prefeitos e lideranças de centro e centro-direita, a estratégia retoma a lógica que levou o ex-tucano a compor a chapa em 2022: formar uma frente ampla contra o “bolsonarismo” . A estratégia é repetida na disputa deste ano, agora contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), e inclui ser interlocutor de diferentes grupos religiosos.

Também há um componente de governo. A campanha ainda cogita sinalizar que Alckmin seria o ministro da Fazenda numa reeleição, em uma tentativa de acalmar o mercado e sinalizar responsabilidade fiscal.

ALCKMIN “ON THE ROAD”

Na 2ª feira (19.out.2026), em São Bernardo do Campo (SP), Alckmin vestiu uma jaqueta vermelha e discursou para metalúrgicos antes de uma caminhada.

No sábado (10.out), Alckmin participou de um ato na Casa do Povo , em São Paulo, que reuniu mais de 300 integrantes do movimento Judeus e Judias pela Democracia em apoio à chapa Lula-Alckmin. O vice agradeceu o apoio e defendeu o respeito a todas as religiões e o combate ao antissemitismo.

No domingo (11.out), na Marcha pela Democracia, na avenida Paulista, Alckmin subiu ao palanque ao lado de Lula, Fernando Haddad , Simone Tebet , Marina Silva e Guilherme Boulos .

Durante

Redação JORNAL AGORA
Imagens: Divulgação