Do risco do Z4 à busca pelo G4

Com Eduardo Domínguez, o Atlético-MG melhora o ataque e mira uma vaga direta na Libertadores. Confira a comparação com outubro de 2025.

Com Eduardo Domínguez, o Atlético-MG melhora o ataque e mira uma vaga direta na Libertadores. Confira a comparação com outubro de 2025.

Um ano mudou o horizonte do Atlético-MG no Campeonato Brasileiro. Em 18 de outubro de 2025, a derrota por 1 a 0 para o Corinthians deixou o clube com 33 pontos, ainda próximo da zona de rebaixamento. Agora, após vencer o Coritiba pelo mesmo placar no último sábado (17), o time comandado por Eduardo Domínguez ( Barba) soma 50 pontos e aparece em sexto lugar, a apenas um do quarto colocado, o Cruzeiro.

A diferença vai além dos 17 pontos a mais. Como o calendário de 2026 está mais adiantado, o Atlético disputou três partidas a mais do que no recorte equivalente do ano passado. Mesmo ajustando a comparação, porém, a evolução permanece: o aproveitamento subiu de 39,3% para 53,8%, enquanto a média de gols marcados passou de 0,93 para 1,35 por jogo, mostrando um crescimento de aproximadamente 46%. Os cálculos consideram os resultados de 2025 até o confronto com o Corinthians e a campanha de 2026 após a vitória sobre o Coritiba.

O efeito Barba no Atlético-MG

Em outubro do ano passado, o principal problema estava na transformação das jogadas em oportunidades claras. Após a derrota para o Corinthians, o ex-treinador do Galo , Jorge Sampaoli, apontou a dificuldade no último terço do campo e a incapacidade de converter volume em contundência. A análise batia de frente com os números: eram apenas 26 gols em 28 partidas, desempenho que colocava o Atlético entre os piores ataques do campeonato.

Barba , por sua vez, construiu uma proposta diferente. A posse deixou de ser o principal critério para avaliar o funcionamento da equipe: o objetivo passou a ser proteger melhor as zonas de perigo e chegar ao ataque com movimentos mais objetivos.

A pausa para a Copa do Mundo foi importante para consolidar essas ideias. Durante a parada, Domínguez destacou a necessidade de corrigir comportamentos ofensivos e defensivos, além de ampliar o entendimento entre os jogadores. O período também permitiu trabalhos físicos e sessões em dois turnos, numa rotina diferente da sequência de jogos que estavam acostumados.

Ainda existem dificuldades. Contra o Coritiba, por exemplo, o Atlético teve problemas para encontrar espaços em parte do confronto e precisou das substituições para acelerar as jogadas. A vitória mostrou

Redação JORNAL AGORA
Imagens: Divulgação