Mulheres conquistam 75% dos pódios brasileiros no Olympia

Atletas femininas também se destacam no fisiculturismo mundial.

Atletas femininas também se destacam no fisiculturismo mundial.

As mulheres conquistaram seis dos oito pódios do Brasil no Olympia 2026, disputado em Las Vegas, nos Estados Unidos, e foram responsáveis pelos dois títulos mundiais do país. O desempenho representa 75% das colocações brasileiras entre os três primeiros de cada categoria e acompanha um movimento observado em outras modalidades: nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, as atletas femininas responderam por 12 das 20 medalhas nacionais, incluindo os três ouros. A participação feminina também ganha espaço no Mr. Olympia Brasil Expo, realizado até domingo (18), no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

Na edição brasileira, a organização registra aproximadamente 350 mulheres e 400 homens nas competições de fisiculturismo. Os números colocam a presença feminina próxima à metade desse grupo de competidores, em um evento que prevê mais de 1.350 atletas ao considerar toda a programação esportiva.

Entre os resultados internacionais estão os títulos de Eduarda Bezerra, bicampeã da Wellness, e Natalia Abraham Coelho, vencedora do Women’s Physique. Isabelle Nunes, Zama Benta, Gabriela Queiroz e Levyna Rodrigues Barros completaram os seis pódios femininos brasileiros em Las Vegas. Entre os homens, Lucas Garcia terminou em segundo lugar na categoria 212, enquanto Ramon Dino ficou em terceiro na Classic Physique.

Natural de Caruaru (PE), Eduarda Bezerra conquistou o bicampeonato mundial da Wellness em 2026, superando a também brasileira Isabelle Nunes. A categoria, criada no Brasil, valoriza o desenvolvimento dos membros inferiores e a proporção corporal. Desde que passou a integrar o Olympia, em 2021, todas as suas campeãs foram brasileiras.

A trajetória de Eduarda também envolve uma rotina que ultrapassa a preparação esportiva. A atleta afirma que sua participação em competições internacionais ampliou a possibilidade de alcançar mulheres que não pretendem seguir carreira no fisiculturismo, mas buscam uma relação mais próxima com a atividade física.

“Eu me sinto muito feliz por ter essa representatividade, principalmente entre as mulheres, porque eu também sou dona de casa, além de atleta”, afirma Eduarda.

“É muito gratificante perceber o poder que uma influência positiva pode ter na vida de tantas mulheres. Saber que, de alguma forma, eu posso incentivar alguém a cuidar mais de si, acreditar em si mesma ou buscar uma vida mais saudável é muito

Redação JORNAL AGORA
Imagens: Divulgação