Lobista investigada pela PF ataca Lula e Secom vê tentativa de manipulação

A lobista Roberta Luchsinger declarou, em entrevista concedida à CNN Brasil, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não possui condições de permanecer na Presidência da República. Ex-apoiadora e defensora declarada do petista durante o período em que ele esteve preso, a empresária afirmou que o chefe do Executivo costuma mentir com frequência. A fala ocorreu após Lula tê-la classificado como pilantra em entrevista recente, além de ter afirmado que não a conhecia e de compará-la ao fundador do Banco Master.

Roberta Luchsinger possui proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Atualmente, a empresária é investigada ao lado de Lulinha pela Polícia Federal em três inquéritos instaurados para apurar suposto crime de tráfico de influência. As apurações da Polícia Federal buscam identificar se ambos atuaram junto a autoridades de órgãos do governo federal para favorecer empresas privadas. Durante a entrevista, a lobista ressaltou ter sido uma das poucas figuras públicas a expor abertamente apoio e defesa ao presidente durante a sua prisão.

Em resposta oficial, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou desconhecer o teor das declarações feitas pela empresária e enfatizou que não existe qualquer contrato entre o governo federal e Roberta Luchsinger. O órgão governamental expressou estranheza pelo fato de a entrevista ter sido divulgada a uma semana da realização do segundo turno eleitoral. Em nota emitida, a Secom classificou a divulgação das acusações sem comprovação como uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir no pleito.

O episódio amplia o desgaste político no cenário nacional às vésperas do segundo turno das eleições. A Polícia Federal prossegue com os inquéritos em andamento para apurar a conduta dos envolvidos nas denúncias de tráfico de influência, enquanto a Presidência da República reitera que o chefe do Executivo desconhece integralmente os fatos relatados pela empresária.

Redação JORNAL AGORA
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