Ana Clara Soares de Oliveira , de 19 anos, morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (12), será enterrada nesta terça-feira (13), às 9h da manhã, no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra.
O sepultamento está previsto para às 11h da manhã do mesmo dia.
A Polícia Civil investiga como feminicídio a morte de Ana Clara , morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (12) em Taboão da Serra. O principal suspeito é o ex-companheiro dela, Mateus Isaac Cardoso Silva, de 22 anos, conhecido como “Jacó”, que teria confessado o crime a familiares antes de fugir.
O caso ocorreu por volta da 0h30, em uma residência na rua Itu, no bairro Jardim Três Marias. Segundo o boletim de ocorrência, o casal estava temporariamente no imóvel de um amigo de Mateus. Durante a ausência do proprietário, os dois discutiram e o suspeito atirou no rosto da jovem, que morreu no sofá da sala.
Ao retornar à residência, o proprietário encontrou Mateus no portão. Segundo o registro policial, ele afirmou ter matado Ana Clara “sem querer” e pediu ajuda para se esconder.
Ao encontrar o corpo, o amigo recusou ajudá-lo e procurou a própria mãe para pedir socorro. A Polícia Militar foi acionada por volta da 1h, e equipes do Corpo de Bombeiros constataram a morte da jovem.
Na fuga, Mateus teria levado uma motocicleta que pertencia ao amigo e estava estacionada em frente à casa com a chave na ignição.
Mensagens de texto e áudios enviados pelo suspeito à própria mãe também fazem parte dos elementos relatados à polícia. Segundo o boletim, ele admitiu ter atingido Ana Clara com um tiro e disse que pretendia permanecer foragido.
Família relata agressões e ameaças
Depoimentos colhidos pela Polícia Civil apontam um histórico de violência no relacionamento, com agressões físicas, ciúmes e comportamento controlador.
A tia de Ana Clara relatou que a jovem sofria agressões frequentes, inclusive episódios de enforcamento. A mãe do suspeito afirmou que costumava alertar a vítima sobre o comportamento agressivo do filho e relatou que, cerca de um mês antes do crime, ele teria aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” na jovem.
Familiares também disseram que, aproximadamente duas semanas antes do assassinato, Mateus teria afirmado no bairro Laguna que havia comprado uma arma e que pretendia matar a ex-namorada por não aceitar o fim do relacionamento. Segundo os relatos, Ana Clara mudou de bairro por segurança.
O caso foi registrado como feminicídio consumado no 1º Distrito Policial de Taboão d
Redação JORNAL AGORA
Imagens: Divulgação



